sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Por que estudar e se preparar a Mediunidade


São poucos os umbandistas que nunca ouviram em seus primeiros contatos com a religião um “você precisa desenvolver sua mediunidade”, seja de uma entidade, de um dirigente ou até mesmo de quem pouco entende sobre o assunto.
É importante que num primeiro momento o médium adentre em seu íntimo e reflita “é isso que realmente quero?” “sinto-me confortável com a ideia de me comprometer com este trabalho?”, pois nenhum guia, que é um ser de luz, atuante da lei e da justiça divina irá prejudicar um filho por seu livre arbítrio. Atualmente temos diversos materiais de estudo que nos apresentam o trabalho mediúnico como uma entrega, não só na hora da gira, mas sim de tempo e amor. Se iniciarmos um desenvolvimento por ameaça ou medo, logo essa obrigação irá nos prejudicar ao invés de ajudar.
Entretanto, com a decisão tomada o indicado é que procuremos estudar a teologia, a doutrina e realizar um desenvolvimento mediúnico saudável, pois são por meio desse estudo que será apresentado ao médium quem são os guias, as linhas e os Orixás, seus elementos de trabalho, quebrar paradigmas e o bom senso. Além das bases da religião, os estudos também irão plantar em cada um de nós a semente do autoconhecimento e da reforma intima. Atualmente temos em diversos templos (terreiros) cursos sobre o assunto, palestras, livros, programas de rádio e plataformas EADs, basta termos a vontade de buscar esse conhecimento.
Aí vem a pergunta “porque devo me importar com estudo, ou melhor, porque devo me preocupar com o que eu sinto ou penso se quem faz todo o trabalho é o guia?”. Bem, sabemos que a mediunidade é uma faculdade orgânica, e qualquer um pode nascer com ela, independentemente de cor, credo ou moral. Mas se o individuo fizer mau uso da mesma, isso será avaliado pelo plano espiritual e este dom poderá ser suspenso por um tempo determinado. Essa suspensão também pode ocorrer em casos de problemas de saúde, acidentes, do meio sociocultural em que o médium se encontra ou de forma educativa/corretiva. Por isso devemos observar nossa conduta não só diante dos guias e do terreiro, mas também diante de todos que fazem parte de nossas vidas e do meio em que estamos. Somente a fé ponderada, o estudo, a paciência, e a reforma intima e moral poderá trazer-lhe tranquilidade para deixar-se usar de forma adequada pelos guias e mentores.
Por este motivo que o estudo do nosso intimo é importante, pois se não estamos bem conosco, se não nós colocamos na posição de capaz, como ajudaremos o próximo? Temos que ter consciência de que Deus criou o homem sua imagem e semelhança, com isso somos uma parte deste uno e temos em nós suas qualidades e a podemos expressa-las, como por exemplo, o dom da geração e criação, dom o amor e a fé no que nos é conhecido e desconhecido. Nosso corpo é nosso primeiro templo, por isso devemos alimenta-lo, limpa-lo e harmoniza-lo sempre antes de pensar no próximo.
Muitos médiuns tem medo do “será que estou incorporado de verdade”, começamos pelo fato que ninguém incorpora “mais o menos”, o que às vezes ocorre é o animismo. O animismo é um conjunto de fenômenos psíquicos ou de natureza física, ou seja, não há neste ato a influência do plano espiritual e sim de possíveis desequilíbrios emocionais do médium extravasados ou da capitações das vibrações de um mental coletivo. É ai que entra a importância de se auto conhecer, pois a partir do momento em quem me conheço (minhas ideias e convicções) consigo filtrar as informações que nascem de mim e as que vêm do plano espiritual durante o ato mediúnico seja ele intuitivo, de clarividência, vidência, psicografia ou de incorporação.
Esse “nós conhecer” e “nos cuidar” também fazem parte da realização dos procedimentos que precedem os atendimentos, esses preceitos consistem não só no resguardo energético (o não ingerir carnes, fazer banho de ervas, e firmezas), mas sim em nos melhorar e nos manter equilibrados nos outros seis dias, por mais que seja nossa mudança seja mínima, já é um grande passo em nossa caminhada. Só assim começaremos a preparar um bom campo fluídico para uma comunicação saudável com o outro plano.

Não se pode ignorar que essa comunicação tem uma grande importância para individuo, porque a grande verdade é que o maior consulente somos nós médiuns, tudo o que os guias fazem, pedem, ou falam para auxiliar um consulente é direta ou indiretamente para o nós, para nosso conhecimento e crescimento. Por isso troque o “quem esta falando isso é meu guia ou sou eu?” por “esta informação me é útil ou não?”.
Explore suas capacidades, sinta-se em harmonia com você e com Deus, estude e aplique em seu dia a dia e no seu trabalho mediúnico o que seu bom senso julgar válido, tornando-se assim um parceiro para seus guias e não simplesmente um instrumento vazio.
Médium do Templo Escola Casa de Lei

Referencias de estudo:
Livro dos médiuns – Allan Kardec;
Consciência – Robson Pinheiro;
Mediunidade e auto-estima – Maria Aparecida Martins;
Mediunidade e Auto-conhecimento – Clayton Levy;

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Tipos de comunicações mediúnicas| Como você é atendido no terreiro?

            113. Dissemos que todo efeito que revela na sua causa um ato de vontade livre, por insignificante que este seja, denuncia através dele uma causa inteligente. Assim, um simples movimento da mesa que responde ao nosso pensamento ou apresenta um caráter intencional pode ser considerado como manifestação inteligente. Se acontecesse apenas, nosso interesse no caso seria bem reduzido. Não obstante, já teríamos uma prova de que nesses fenômenos há mais do que simples ação material.
            A utilidade prática que disso poderíamos tirar seria nula ou pelo menos muito restrita. Mas tudo se modifica quando essa inteligência se desenvolve, permitindo uma permuta regular e contínua de idéias. Então já não se trata de simples manifestações inteligentes, mas de verdadeiras comunicações. Os meios de que hoje dispomos permitem-nos obtê-las tão extensas, explícitas e rápidas como as que mantemos com os homens.
            Se houvermos compreendido bem, segundo a escala espírita (O Livro dos Espíritos, nº 100) a infinita variedade dos Espíritos no tocante à inteligência e à moralidade, facilmente conceberemos as diferenças existentes em suas comunicações. Elas devem refletir a elevação ou a inferioridade de suas idéias, seu saber ou sua ignorância, seus vícios e suas virtudes. Numa palavra, não devem assemelhar-se mais do que as dos homens, desde o selvagem até o europeu mais esclarecido. Todas as suas diferenças podem ser classificadas em quatro categorias principais. Segundo suas características decisivas, elas se apresentam: grosseiras, frívolas, sérias, instrutivas.
            134. Comunicações Grosseiras – são as que contêm expressões que ferem o decoro. Só podem provir de Espíritos de baixa classe, ainda manchados por todas as impurezas da matéria, em nada diferindo das que poderiam ser dadas por homens viciosos e grosseiros. Repugnam a toda pessoa que tenha um mínimo de sensibilidade. Porque são,segundo o caráter dos Espíritos, triviais, ignóbeis, obscenas, insolentes, arrogantes, malévolas e até mesmo ímpias.
            135. Comunicações Frívolas – são as dos Espíritos levianos, zombeteiros ou maliciosos, antes astuciosos do que maus, que não dão nenhuma importância ao que dizem. Como nada tem de malsãs, agradam a certas pessoas que se divertem com elas e encontram satisfação nas conversas fúteis, em que muito se fala e nada se diz. Esses Espíritos saem às vezes com tiradas das espirituosas e mordazes, misturando muitas vezes brincadeiras banais com duras verdades, que ferem quase sempre com justeza. São Espíritos levianos que pulam ao nosso redor e aproveitam todas as ocasiões de se imiscuírem nas comunicações. A verdade é o que menos os preocupa, e por isso sentem um malicioso prazer em mistificar o que tem a fraqueza e às vezes a presunção de acreditar nas suas palavras. As pessoas que gostam dessa espécie de comunicações dão naturalmente aceso aos Espíritos levianos e enganadores.Os Espíritos sérios se afastam delas, como entre nós os homens sérios se afastam das reuniões de criaturas irresponsáveis.
            136. Comunicações Sérias: – são as que tratam de assuntos graves e de maneira ponderada. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a grosseria, tendo uma finalidade útil, mesmo que de interesse particular, é naturalmente séria, mas nem por isso está sempre isenta de erros. Os Espíritos sérios não são todos igualmente esclarecidos. Há muitas coisas que eles ignoram e sobre as quais se podem enganar de boa fé. É por isso que os Espíritos verdadeiramente superiores nos recomendam sem cessar que submetamos todas as comunicações ao controle da razão e da lógica mais severa.
            É, pois, necessário distinguir as comunicações verdadeiramente sérias das comunicações falsamente sérias, o que nem sempre é fácil, porque é graças à própria gravidade da linguagem que certos Espíritos presunçosos ou pseudo-sábios tentam impor as idéias quais falsas e os sistemas mais absurdos. E para se fazerem mais aceitos e se darem maior importância, eles não tem escrúpulo de se adomar com os nomes mais respeitáveis e mesmo os mais venerados. Este é um dos maiores escolhos da ciência prática.
Voltaremos a tratar do assunto mais tarde, dando-lhe todo o desenvolvimento exigido pela sua importância, ao mesmo tempo em que daremos a conhecer os meios de se prevenir o perigo das falsas comunicações.
137. Comunicações Instrutivas: – são as comunicações sérias que tem por finalidade principal algum ensinamento dado pelos Espíritos sobre as Ciências, a Moral,a Filosofia, etc. Sua maior ou menor profundidade dependem do grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para se obterem proveito real dessas comunicações, é necessário que elas sejam regulares e que sejam seguidas com perseverança. Os Espíritos sérios se ligam aos que desejam instruir-se e perseverem, deixando aos Espíritos levianos o cuidado de divertir os que só vêem nas comunicações uma forma de distração passageira.
É somente pela regularidade e a freqüência dessas comunicações que podemos apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com os quais nos comunicamos, bem como o grau de confiança que eles merecem. Se necessitamos de experiência para julgar os homens, de mais ainda talvez necessitemos para julgar os Espíritos.
            Dando a essas comunicações a qualificação de Instrutivas nós a supomos verdadeiras, porque uma coisa que não fosse verdadeira não poderia ser instrutiva, mesmo que transmitida na mais empolgante linguagem. Não poderíamos, pois, incluir nesta categoria certos ensinos que de sério só tem a forma, freqüentemente empolada e enfática, através da qual Espíritos mais presunçosos do que sábios procuram enganar. Esses Espíritos, porém, não conseguindo suprir o próprio vazio, não poderiam sustentar o seu papel por muito tempo. Logo mostrariam o seu lado fraco, por pouco que as suas comunicações tenham continuidade ou que se saiba empurrá-los até os seus últimos redutos.
            138. Os meios de comunicação são muito variados. Agindo sobre os nossos órgãos e sobre todos os nossos sentidos, os Espíritos podem manifestar-se através da visão, nas aparições; do tato, pelas impressões tangíveis, ocultas ou visíveis; da audição, pelos ruídos; do olfato, pelos odores sem causa conhecida. Este último modo de manifestação, embora muito real, é indiscutivelmente o mais seguro, em virtude das numerosas causas que podem induzir em erro. Por isso, não nos demoraremos neste caso. O que devemos examinar com cuidado são os diversos meios de obter comunicações, o que vale dizer uma permuta de idéias regular e contínua. Esses meios são: as pancadas, a palavra e a escrita. Desenvolveremos o seu estudo nos capítulos especiais.(1) 


(1) A realidade das comunicações pelo olfato confirmou-se plenamente nas experiências espíritas e através de casos espontâneos numerosos e bem constatados, no correr dos anos à subseqüente publicação deste livro. Mas é evidente que não se trata de um meio de comunicação para troca de idéias. No tocante à linguagem dos Espíritos, as observações de Kardec no nº 137 devem ser lidas e relidas, pois se aplicam precisamente a numerosos casos de mistificação verificados na atualidade. Importante notar o rigor e a precisão com que o Codificador adverte dos perigos a que se expõem os que se deixam enganar pelos Espíritos pseudo-sábios. Verifique-se no final no nº 136, a distinção entre comunicações verdadeiramente sérias e falsamente sérias, que  de grande interesse prático. (N. do T.)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Um pouco mais sobre o Magnetismo





Allan Kardec definiu o Magnetismo e o Espiritismo como ciências irmãs, como podemos confirmar no texto publicado na Revista Espírita:

“O espiritismo liga-se ao magnetismo por laços íntimos, considerando-seque essas duas ciências são solidárias entre si. Os espíritos sempre preconizaram o magnetismo, quer como meio de cura, quer como causa primeira de uma porção de coisas; defendem a sua causa e vêm prestar-lhe apoio contra os seus inimigos. Os fenômenos espíritas têm aberto os olhos de muitas pessoas, que, ao mesmo tempo aderem ao magnetismo. Tudo prova, no rápido desenvolvimento do Espiritismo, que logo ele terá direito de cidadania. Enquanto espera, aplaude com todas as suas forças a posição que acaba de conquistar o Magnetismo, como um sinal incontestável do progresso das idéias.” (Revista Espírita – Ano 1, 1858, pág. 421)

Ainda segundo Kardec, o Magnetismo preparou o caminho para o Espiritismo:

“O Magnetismo preparou o caminho do Espiritismo, e o rápido progresso desta última doutrina se deve, incontestavelmente, à vulgarização das idéias sobre a primeira. Dos fenômenos magnéticos, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas não há mais que um passo; tal é a sua conexão que, por assim dizer, torna-se impossível falar de um sem falar do outro. Se tivéssemos que ficar fora da ciência magnética, nosso quadro seria incompleto e poderíamos ser comparados a um professor de física que se abstivesse de falar da luz. Todavia, como entre nós o magnetismo já possui órgãos especiais justamente acreditados, seria supérfluo insistirmos sobre um assunto que é tratado com tanta superioridade de talento e de experiência; a ele, pois, não nos referiremos senão acessoriamente, mas de maneira suficiente para mostrar as relações íntimas entre essas duas ciências que, a bem da verdade, não passam de uma.” (Revista Espírita – Ano 1, 1858, pág. 149)

Na época em que Mesmer realizava seus estudos relativos ao magnetismo animal, segundo ele mesmo afirmava, “as aparições maravilhosas, os êxtases, as visões inexplicáveis”, eram fontes de erros e opiniões absurdas. Segundo suas palavras, “a obscuridade que envolve tais fenômenos, acrescida da ignorância popular, favoreceu o estabelecimento de preconceitos religiosos e políticos em todos os povos.”

Ocorre que, para que a totalidade das aparições, êxtases e visões pudessem ser completamente esclarecidas, afastando as idéias supersticiosas, faltava, além do magnetismo, outra ciência: o espiritismo, que, ao acrescentar a intervenção dos espíritos, esclareceu os casos relativos à atuação desses seres.

A ciência do Espiritismo une-se ao Magnetismo Animal ao recuperar conhecimentos anteriormente classificados como superstição, milagre ou sobrenatural, trazendo-os ao campo da Ciência.

Em 1857, no Livro dos Espíritos, questão 555, Allan Kardec afirmou: “O espiritismo e o magnetismo nos dão a chave de uma imensidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu um sem-número de fábulas, em que os fatos se apresentam exagerados pela imaginação. O conhecimento lúcido dessas duas ciências que, a bem dizer, formam uma única, mostrando a realidade das coisas e suas verdadeiras causas, constitui o melhor preservativo contra as idéias supersticiosas, porque revela o que é possível e o que é impossível, o que está nas leis da natureza e o que não passa de ridícula crendice.”

Por muitos séculos, os alucinados, sonâmbulos, médiuns e obsediados foram considerados loucos e abandonados pela medicina. Ainda hoje isso ocorre. Muitos desses casos podem ser explicados pelo magnetismo animal. Outros, como os casos de obsessão, são explicados e tratados pelo espiritismo.

Em 1862, Allan Kardec afirmou: “Somos sabedores de que se tem pretendido curar, como atacados de alucinações, alguns indivíduos, submetendo-os ao tratamento a que se sujeitam os alienados, o que os torna realmente loucos. A medicina não pode compreender essas coisas, por não admitir, entre as causas que as determinam, senão o elemento material, donde, erros freqüentemente funestos. A história descreverá um dia certos tratamentos em uso no século 19, como se narram hoje certos processos de cura da Idade Média.”

Em relação ao poder de curar pelo simples contato, questão esta levantada por Allan Kardec, no Livro dos Espíritos (questão 556), nos esclarece a espiritualidade (e faz ainda um alerta):

“A força magnética pode chegar até aí, quando secundada pela pureza doa sentimentos e por um ardente desejo de fazer o bem, porque os bons espíritos lhe vêm em auxílio. Cumpre, porém, desconfiar da maneira pela qual contam as coisas pessoas muito crédulas e muito entusiastas, sempre dispostas a considerar maravilhoso o que há de mais simples e mais natural. Importa desconfiar também das narrativas interesseiras, que costumam fazer os que exploram, em seu proveito, a credulidade alheia.”

Para saber mais:

Mesmer, a ciência negada e os textos escondidos – Paulo Henrique de Figueiredo – Ed. Lachâtre
Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos (Ano I – 1858) – Allan Kardec – Ed. FEB
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Ed. FEB
#CeuEsperança

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

CORPO DUPLO ETEREO





CORPO DUPLO ETÉRICO.

É chamado de Duplo Etérico porque é confeccionado de dois éteres. O éter do espaço do meio físico onde vivemos, acasalado ao éter que desce dos planos superiores, onde termina o mundo físico e começa o espiritual, ou simplesmente é chamado de Corpo Etérico. Também é chamado de Corpo Vital porque funciona como um centro de absorvência e transmissão do “energismo-vital” do meio ambiente, própria para a preservação da vida, alimentando o Corpo Físico concomitante ao Corpo Astral.

Todos os pensamentos, desejos ou sentimentos que o espírito envia para o Corpo astral, é deste transmitido para o Corpo Físico. No sentido inverso, tudo que sucede no Corpo Físico e que deve ser analisado, corrigido e gravado pelo espírito é transportado do Corpo Físico ao Corpo Astral pelo Duplo Etérico.

Os corpos Astral e Físico operam perfeitamente interpenetrados num só conjunto, numa incessante circulação de energias, proporcionando o ensejo do espírito imortal, poder atuar na matéria sem decair na sua vibração original. O espírito pensa pelo Corpo Mental, sente pelo Corpo Astral, e através dos Centros de Forças, do Corpo Astral, ligam-se e agem através do duplo etérico, acionando o organismo físico por intermédio dos “chacras” que se aglutinam e se situam nos plexos nervosos.

O espírito pensa pelo Corpo Mental, sente pelo Corpo Astral, e através dos Centros de Forças existentes no Corpo Astral, aciona o Corpo Duplo Etérico, nos pontos correspondentes a esses Centros de Forças perispirituais, que no Corpo Etérico são denominados Chacras, que se aglutinam e se situam nos plexos nervosos carnais, para que o corpo físico possa ser acionado.

Os chacras nas relações entre o perispírito e o corpo carnal, regulam a passagem das cargas do mundo oculto para o físico, e sob a mesma função no sentido inverso. Esses centros de recepção de mensagens onduladas dos centros de forças do corpo astral são os medianeiros plásticos entre os mundos físico e espiritual.

O corpo etérico não tem consciência própria, pois não pensa nem age voluntariamente. Nasce com o homem modelando-se num corpo energético, porém adquire condicionamentos instintivos desenvolvidos na sua função hipersensível de medianeiro dos pensamentos e sentimentos humanos. Após a morte física, desintegra-se mais cedo ou mais tarde, tanto quanto for á contextura espiritual do sepultado.

Nas criaturas ainda incipientes quanto á leis supremas da vida, cruéis, inclusive no caso dos suicidas, o corpo etérico se adensa mais fisicamente, e permanece mais dias ligado ao cadáver numa emanação vitalizante de energias inferiores. Certos desencarnados infelizes sentem vivamente o apodrecimento do seu corpo no túmulo, pela ação destruidora dos germes de putrefação, uma vez que o seu corpo astral ainda encontra-se ligado, permitindo ao espírito sentir as sensações cadavéricas em decomposição.

Possui a configuração humana. Ultrapassa o corpo físico numa aura de até cinco centímetros da configuração humana. É um corpo vaporoso de aparência elétrica, despendo chispas e cintilações em torno de si. Lembra um casaco de vison luminoso, e eriçado de agulhas brilhante, quando seu dono está em plena saúde. Quando em estado de enfermidade, essas agulhas se enroscam, produzindo maçarocas ou feixes torcidos, demonstrando interrupção do fluído vital.

É de cor variada, levemente arroxeada, entre os matizes lilás, rosa e cinza em seres equilibrados. Possui uma cor escura e oleosa nos seres perversos, ou de baixa espiritualidade, como Hitler. É límpido, claríssimo e de atraente luminosidade em seres de quilate de um Francisco de Assis. E de munificente cristalinidade imaculada das fascinantes fulgências, num tipo espiritual como Jesus. Nas crianças é ágil; nos moços excitável e saudável; nos selvagens compactos e vigorosos; nos velhos são opacos e de fluxo letárgico na circulação vital. Pesa sessenta gramas.

O corpo etéreo possui em sua intimidade a centralização do magnetismo e da eletricidade biológica humana, cuja luminescência mostra-se diferente conforme as regiões orgânicas, além de um colorido peculiar ao estado vital de cada uma de suas partes. Essas irradiações que emanam do duplo etérico, em concomitância com os órgãos físicos do homem, permitem que os bons radiestesistas possam efetuar diagnósticos prematuros, assinalando com bastante antecedência os futuros males que ainda podem acontecer ás pessoas examinadas.

O duplo-etérico possui como sendo a mais preciosa função, a absorvência e distribuição equitativamente, ao organismo físico, a divina energia que interpenetra todo o Universo, o elemento quantitativo mais importante pela Vida em todos os planos e latitudes cósmicas, denominada de Prâna, também conhecido por “sopro da Vida”. O próprio “gênesis” assinala a evidência do prâna, quando diz que “Deus soprou a Vida”, ou seja, o principal elemento criativo do Universo, o poderoso estimulante que aumenta a irrigação do próprio oxigênio, a fim de manter a Vida, que é transformação.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A suprema majestade do Universo - Texto de Miramez








A Suprema Majestade do Universo é, por dignidade própria, o Inconcebível e o Incomparável. Não é digno de um raciocínio apurado dizer que Deus é infinito. Se não sabemos o que é o infinito, por faltar, ainda que seja uma abstração, sentido para tal, na mente dos povos, e mesmo dos Espíritos, ele passa a ter a sua existência; e, se ele existe, foi criado. Não pode ser, nem ter os mesmos valores do seu Criador. A dedução formulada surge, certamente, da pobreza de linguagem, nunca para diminuir a personalidade central de todas as coisas. Nada se pode comparar ao Arquiteto Universal; da sua vida estuante e vigorosa saem vidas com a marca do seu amor incomparável. Somos todos filhos do Amor.           
Nós, os Espíritos encarnados e desencarnados, devemos nos contentar em sentir Deus em todas as coisas, sem pretender o conhecimento completo da sua magnânima natureza. Somente Ele conhece a Si mesmo           
A nossa evolução, ou despertar, é gradativa em todas as circunstâncias. O saber sobre o Senhor nos vem pela força do progresso, que no-lo entrega pelas mãos do tempo. Se a natureza não dá saltos em campo algum de vida, comecemos a estudar a nós mesmos com grandes vantagens em relação ao conhecimento de Deus e, se quisermos avançar mais, entremos na escola do Amor, que ele poderá nos transmitir as primeiras lições sobre os atributos da Divindade. Somos Espíritos imortais. Estamos inseridos, se assim podemos dizer, no bojo do infinito, cujo movimento lembra a inspiração e expiração que nos sustenta todos. Usamos de todos os meios disponíveis que já conhecemos para conhecer o desconhecido, pois é a razão, a ciência, a filosofia e a própria religião, que nos induzem a isso; no entanto, somente o amor mais puro é que nos faz sentir o nosso Pai mais próximo de nós, a pulsar dentro dos nossos corações e a nos dizer: A paz seja convosco, que traduz toda a felicidade na brandura e suavidade do seu calor espiritual. Se o infinito passar a existir e for conhecido pelas almas com seus variados mistérios, não poderemos tomá-lo como a causa primária de todas as coisas e, sim, como atributo da Inteligência Maior. Todas as comparações que fazemos de Deus, todos os relevantes postos que a Ele atribuímos O diminuem em vista da nossa pobreza de linguagem, porque Ele é, em essência, Incomparável. Deus é infinito nas suas perfeições, nas qualidades inerentes a sua personalidade que se irradia em todas as direções, que sustenta e dá existência a todas as dimensões do existir. Ele é o Todo que se vê e, muito mais, tudo o que os nossos sentidos não alcançam. Ele é Espírito e importa, sim, que O adoremos em Espírito e verdade. Ele está presente nas claridades do máximo e na luz do mínimo. Ele vibra nas formas das estrelas e canta nos movimentos dos átomos. Ele faz mover todas as constelações e harmoniza todo o ninho cósmico. Ele sorri para nós através das flores, e nos dá as mãos pelas mãos dos nossos benfeitores. 
 Deus é ternura, na ternura do seu coração. Sabemos que toda definição, se referindo a Deus, é incompleta; todavia, vamos transcrever a do Apóstolo João, por não encontrarmos outra melhor: Deus é Amor. Ainda assim, entendemos que o Amor é atributo da Divindade.  
Miramez
Pelo médium JOÃO NUNES MAIA
Livro: FILOSOFIA ESPÍRITA
#CeuEsperança   

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Álcool – Fumo – Carne – Tóxicos – Naturalismo – Vegetarianismo - Ramatis


1 – O Vício do Álcool e suas conseqüências.
O alcoólatra, seja o que se embriaga com o uísque caríssimo ou o que se entrega à cachaça pobre, não passa de um "caneco vivo", pelo qual muitos espíritos desencarnados e viciados se esforçam para beber "etericamente" e aliviar a sua sede ardente de álcool.

2 - Todos os beberrões desencarnados vivem à cata de "canecos vivos", na Terra?
(...) Os espíritos desencarnados e ainda escravos das paixões e vícios da carne – em virtude da falta do corpo físico – são tomados de terrível angústia ante o desejo de ingerir o álcool com o qual se viciaram desbragadamente no mundo físico. (...) os encarnados que se viciam com bebidas alcoólicas passam também a ser acompanhados de espíritos de alcoólatras já desencarnados, ainda escravos do mesmo vício aviltante, que tudo fazem para transformar suas vítimas em "canecos vivos" para saciarem seus desejos.

3 - Quem fuma ofende a Deus?
O homem viciado no fumo, no álcool, em entorpecentes ou substâncias nocivas, jamais ofende a Divindade, mas perturba a sua saúde física e intoxica a delicada contextura sideral do seu perispírito, sendo candidato voluntário a sofrimentos e aflições indesejáveis, no Além–túmulo, e algumas vezes, até na próxima existência.

4 – A alimentação carnívora não é um imperativo natural da própria vida?
Embora os antropófagos também atendam aos "sagrados imperativos naturais da vida", nem por isso endossais os seus cruentos festins de carne humana, assim como também não vos regozijais com as suas imundícies à guisa de alimentação ou com as suas beberagens repugnantes e produtos da mastigação do milho cru! Do mesmo modo como essa nutrição canibalesca vos causa espanto e horror, também a vossa mórbida alimentação de vísceras e vitualhas sangrentas, ao molho picante, causa terrível impressão de asco às humanidades dos mundos superiores.

5 – Como começar a modificar o hábito alimentar.
Não sugerimos a violência orgânica para aqueles que ainda não suportariam essa modificação drástica: para esses, aconselhamos gradativas adaptações do regime da carne de suíno para a de boi, da de boi para a de ave e da de ave para a de peixe e mariscos.

6 – Somos culpados por nos alimentarmos de carne?
A culpa começa exatamente onde também começa a consciência quando já pode distinguir o justo do injusto e o certo do errado. Deus não condena suas criaturas, nem as pune por seguirem diretrizes tradicionais e que lhes parecem mais certas; não existe, na realidade, nenhuma instituição divina destinada a punir o homem, pois é a sua própria consciência que o acusa, quando desperta e percebe os seus equívocos ante a Lei da Harmonia e da Beleza Cósmica.
#CeuEsperança

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Elementos utilizados nos benzimentos - RAMATIS





PERGUNTA:  Por que alguns benzedores usam galhos de arruda ou de outras ervas semelhantes nos seus benzimentos?




RAMATÍS: Apesar de sua aparência supersticiosa ou fantasiosa, o efeito favorável do benzimento depende também de certo método ou cientificismo, em que o benzedor disciplina ou coordena a projeção dos seus fluidos terapêuticas. Não basta a reserva de suas energias vitais para lograr o êxito desejado, mas ele necessita ativar a convergência mental e emotiva de si mesmo, durante o benzimento e em direção ao objetivo fixado. Em vez de operar a esmo, isso o ajuda na concentração energética, pois a preferência por determinado objeto, erva, substância ou certa gesticulação e exorcismo, serve-lhe de catalisador do próprio benzimento. Aliás, os espíritos benfeitores, que assistem e auxiliam os curandeiros e benzedores, também os ajudam a encontrar um ponto ou centro hipnótico, que os concentre na prática do benzimento.




PERGUNTA: - Gostaríamos de melhores esclarecimentos a esse respeito.




RAMATÍS:  Acontece que o dom ou a faculdade curativa é inerente ao benzedor, e não depende, de modo algum, de objetos, ervas ou ritos, assim como a faculdade de radiestesia é própria do radiestesista e não do pêndulo que ele usa. Mas varia o modo e a preferência de um benzedor para outro, quanto ao uso de certos ingredientes ou sistema de operar. Aqui, a preta-velha benze utilizando-se de galhos de arruda, ou palha benta, esconjurando os fluidos ruins e fazendo cruzes sobre o paciente; ali, outra criatura usa de rosário, escapulário, talismã ou bolsinha de oração; acolá, o caboclo benze cruzando o corpo do enfermo com objetos de aço para atrair e imantar os maus fluidos, objetos que depois ele lança atrás da porta ou na água corrente. Alguns benzedores solicitam dos enfermos objetos como faca, canivetes ou até chaveiros usados, e que depois atiram fora, convictos de os terem imantado com os fluidos ruins do benzido!

Alguns cortam fios detinha sobre pires de água para eliminar os vermes de "bolsa" das crianças; ou benzem com fragmentos de carvão fazendo a diagnose do paciente conforme o comportamento dos mesmos no líquido; outros recortam o desenho do pé do paciente sobre uma folha de figo-bravo, a fim de curar o fígado ingurgitado. Nos terreiros, os pretos-velhos sopram a fumaça do cachimbo ou do charuto sobre os enfermos, para esconjurar as cargas malévolas. Há benzimentos de cobreiros, impingens, verrugas e simpatias; benzedores que "costuram" rasgaduras e consertam "mau jeito", com resultados positivos, provando sensibilidade mediúnica dessas criaturas abnegadas.
Géro Maita - Benzimento

Os objetos usados nos benzimentos funcionam como acumuladores ou captadores de fluidos ou forças etéreo-físicas. Mas há os benzedores que chegam a guardar o leito, quando libertam enfermos de cargas fluídicas violentas e as atraem para si próprios, enquanto outros veem-se obrigados a purificar a sua própria residência, a fim de afastarem os eflúvios que ali se condensam depois do trabalho heróico e caritativo em favor alheio. Em verdade, a carga fluídica, nauseante, deletéria e ofensiva, a desprender-se das pessoas enfeitiçados ou com "quebranto", causa impactos tão depressivos, que os próprios curandeiros precisam socorrer-se dos colegas e submeter-se a igual terapia fluídica. São criaturas anticientíficas, que ignoram as leis avançadas da física eletrônica ou nuclear moderna, mas são diploma das honrosamente na escola didática de Jesus!



Do livro: “Magia De Redenção” Ramatís/Hercílio Maes – Editora do Conhecimento.